Nos centros urbanos as árvores são elemento central, sustentam a biodiversidade e fornecem serviços ecossistêmicos essenciais, como regulação da temperatura, polinização, controle biológico de pragas e alimento para aves e mamíferos. À medida que envelhecem, tornam-se mais valiosas para o equilíbrio ecológico, ampliando os serviços ecossistêmicos prestados. Com o desenvolvimento das cidades, muitas árvores nativas foram substituídas por espécies exóticas, levando à queda da biodiversidade na arborização. Diante desse contexto, esse trabalho teve como objetivo realizar o levantamento de dados sobre espécies arbóreas no bairro Jardim Atlântico, região continental do Município de Florianópolis. O método adotado foi o censo ambiental, com a delimitação de uma área sessenta e um hectares (61ha) e estudo na qual os indivíduos arbóreos foram classificados como nativos ou exóticos. Ao todo, foram classificados 319 espécimes arbóreos entre 44 espécies. Apesar da grande quantidade de indivíduos arbóreos pertencem a espécies nativas, aproximadamente 47% dos indivíduos encontrados são exóticos. Alterando a dinâmica dos ecossistemas urbanos, de modo que a perda real de biodiversidade se torna imperceptível. As sete (7) espécies mais encontradas foram: Lagerstroemia speciosa (48); Syagrus romanzoffiana (41); Tibouchina granulosa (28); Syzygium cumini (20); Tabebuia sp. (17); Schinus terebinthifolia (13); Jacaranda mimosifolia (12). A superioridade dos serviços ecossistêmicos prestados por espécies nativas em comparação às exóticas já é amplamente reconhecida, onde indivíduos nativos sustentam sistemas complexos como a microbiota, insetos, aves e outros animais que possam utilizá-las como abrigo. Espécies exóticas, em geral, apresentam menos palatabilidade para microfauna, reduzindo a disponibilidade de insetos e levando as aves a um maior gasto energético na busca por alimento. Desta forma desenvolvendo uma armadilha ecológica, de causa antrópica, criando um ambiente adverso. A resiliência dos ambientes urbanos depende diretamente da biodiversidade entre espécies nativas. Nesse sentido, necessitamos incentivar a substituição de exóticas por nativas, fortalecendo ecossistemas urbanos.
Comissão Científica
Maria Raquel Kanieski - Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá-PR
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Revisores
Angeline Martini - Universidade Federal do Paraná – UFPR
Flávia Gizele König Brun – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR
Karin Esemann de Quadros – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE
Ketleen Grala – UNIPAMPA
Maria Raquel Kanieski – Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc
Magda Cristina Villanueva Franco – Prefeitura de Joinville
Mauricio Bonesso Sampaio – Prefeitura de Maringá
Marcelo Callegari Scipioni – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Marília Lazarotto - Universidade Federal de Pelotas – UFPel